Um em cadas cinco jovens brasileiros sonha em abrir o próprio negócio

Pesquisa realizada pelo SPC Brasil junto a CNDL demonstra que o empreendedorismo é uma busca cada vez maior dos jovens.

Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) junto a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) procura entender a percepção dos jovens entre 18 e 30 com relação às suas relações sociais, responsabilidades financeiras e estilo de vida. O empreendedorismo, para esses indivíduos, tem um significado importante: 22% têm como desejo abrir a própria empresa nos próximos cinco anos.

Fora isso, 22% dizem que se sentirão realizados após os 30 anos se tiverem uma empresa. Atualmente, 7% dos jovens são empresários, com destaque entre os 25 e 30 anos (10%) e pertencentes às classes A e B (16%).

“O acesso amplo à internet traz ao jovem brasileiro mais informação sobre a cultura do empreendedorismo, gerando interesse em novos modelos de negócios como as startups”, destaca Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil. A crise econômica também impulsiona a busca pelo próprio negócio. “Os jovens precisam encontrar alternativas para permanecer no mercado de trabalho sem depender do emprego com carteira assinada”, lembra.

Apoio

Segundo a pesquisa, oito em cada dez jovens brasileiros contribuem financeiramente para o sustento da casa (82%). Nesse quadro, 29% auxiliam nas contas, sem se responsabilizar pelo sustento principal, enquanto 27% dizem que são os principais responsáveis pelas despesas.

Entre os que não ajudam (18%), 11% dizem que além de não possuírem qualquer responsabilidade sobre as despesas, têm as contas pagas pelos pais por falta de renda, com destaque aos com idade entre 18 a 24 anos (16%).

O estudo também revela que 44% dos jovens têm o trabalho com carteira assinada como fonte de renda, 25% trabalham informalmente, dependendo de bicos ou trabalho freelancer para se manter, com destaque às classes C, D e E (28%). Nesse público, 10% estão fazendo estágio, sobretudo entre 18 e 24 anos (14%). Aqueles que recebem ajuda financeira dos pais somam 10% e os que não possuem renda são 8%.

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