Procura por certificado digital aumenta entre os goianos

Documento é como se fosse a carteira de identidade da pessoa ou da empresa na internet; veja como fazer.

Cerca de 4% dos goianos possuem certificado digital, segundo dados do Instituto Nacional de Tecnologia da Informações colhidos até 2015. Ainda pouco adotado, mas cada vez mais buscado, o documento é como se fosse a carteira de identidade da pessoa ou da empresa na internet. Assim, ele proporciona segurança e agiliza transações por dispensar a presença do interessado no local e ter validade jurídica.

O valor do certificado varia entre R$ 200 e R$ 500. Ele é estabelecido conforme a natureza, ou seja, se é para pessoa física ou jurídica, e o período de validade, de 1 ou 3 anos.

“Ele veio para tirar o medo das pessoas. Como é criptografado, somente a pessoa do outro lado vai acessar as informações. Ele cria um túnel de comunicação entre a pessoa e o site que está acessado. É mil vezes mais seguro que acessar com usuário e senha”.

Como fazer

Para ter um certificado digital, é necessário escolher uma das empresas autorizadas para o registro, acessar o site dela, solicitar a emissão do documento e agendar o horário de comparecimento à unidade.

No local, serão validados os dados preenchidos no momento do pedido do certificado. Por isso, é preciso levar os documentos originais. O solicitante também passará pelo processo de cadastramento biométrico, com a coleta das digitais e de uma foto.

O certificado traz inúmeras vantagens para profissionais de todas as áreas e até mesmo para o consumidor de produtos pela internet. Em dadas as circunstâncias acreditamos que os empresários são os mais beneficiados.

Eles começam a fazer todas as obrigatoriedades do governo de forma eletrônica. A principal delas é a nota fiscal eletrônica. Ele tira o bloco de notas da gaveta do comerciante.

Da cidade ao campo

A modernidade digital também está chegando ao campo. Gerente sindical da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Vitor Hugo Evangelista explica que a entidade começou em outubro do ano passado um projeto para informar agricultores e pecuaristas sobre a ferramenta.

Desde então, 180 certificados foram expedidos. A quantia é pequena diante de um total de 70 produtores cadastrados na Faeg.

“Este ano já tivemos um aumento de mais de 50% do número de emissões por mês em relação ao ano passado. O aumento é expressivo, mas ainda está longe da nossa meta, que é expedir 400 por mês”, disse Evangelista.
Para o gerente sindical, o certificado ajuda, principalmente, na contratação e demissão de colaboradores, na assinatura de contratos em geral e na compra e venda de produtos.

“O certificado veio somar muito no dia a dia do produtor, que cada vez tem menos tempo para realizar as atividades”, opina Evangelista.

A falta conscientização digital dos benefícios. “Criamos a Associação Nacional de Certificação Digital e nossa missão é fazer a evangelização do uso do certificado digital. Quando as pessoas entenderem um pouco mais sobre a certificação, acho que vamos superar uma burocracia que vai gerar eficiência.

É necessário aumentar o número de processos que utilizam o certificado digital. Hoje as aplicações estão concentradas na esfera governamental e, para difundir, o ideal é que as empresas privadas também utilizem o certificado digital, como em planos de TV por assinatura.

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