PMES não pretendem pegar crédito nos próximos 90 dias

Levantamento feito pela SPC em parceria com a CNDL mostra que apenas 6% das PMEs pretendem pegar crédito. Entenda os motivos:

A maioria das Pequenas e Médias Empresas não pretende tomar crédito. Segundo pesquisa feita pela SPC Brasil em parceria com a CNDL, apenas 6% das PMEs estão pretendem contratar crédito nos próximos três meses.

Pedir crédito nos próximos 90 dias não é intenção de 86% dos pequenos e micro empresários. Boa parte deles (43%) justificam a decisão por conseguir manter o negócio com recursos próprios. A insegurança nas condições econômicas do País e as altas taxas de juros aparecem em seguida com 20% e 17% dos entrevistados.

Cerca de terço dos micro e pequenos empresários (34%) consideram difícil o processo de contratação de crédito. O excesso de burocracia e a exigência dos bancos são o principal entrave para 46% desses empresários.

Em segundo lugar aparecem as taxas de juros elevadas (36%), a contratação de empréstimo (25%), financiamento (20%) e o crédito junto a fornecedores (14%) são apontados os tipos de créditos mais difíceis de ser contratados.

“Em face das dificuldades relatadas por esses empresários, políticas que forneçam informações e orientação sobre o processo de contratação de crédito e sobre a forma como convém usá-lo pode ser uma forma de fomentar o crescimento e o financiamento dessas empresas”, atentou Honório Pinheiro, presidente da CNDL.

Investimentos

Investir também não está entre as prioridades do micro e pequeno empresário brasileiro. Segundo o levantamento, 67% dos micro e pequenos empresários não pretendem investir nos próximos três meses. A maioria (40%) disse não ver necessidade de investir, seguido desconfiança diante da crise (30%) ou porque investiram recentemente (12%).

Entre os empresários pretendem investir a principal motivação é aumentar as vendas (62%), seguido de atender o aumento da demanda (9%).A prioridade de investimento é a ampliação de estoque (38%), seguido de reforma da empresa (30%), compra de equipamentos (24%), investimento em comunicação e propaganda (24%) e ampliação de portfólio (15%).

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