Como o varejo pode ser eficiente antes da abertura de uma loja

A Falconi Consultores de Resultados falou no Apas Show sobre a eficiência no momento que antecede a operação de uma loja. E os números são surpreendentes.

Se um negócio vai bem, é natural pensar na expansão do negócio. No caso do varejo, isso pode ser traduzido como a abertura de uma nova loja. Um momento que parece simples, no entanto é mais complexo do que apenas comprar e adaptar um espaço e, depois, colocar o funcionário para vender o produto.

Em linhas gerais, esse foi o ponto de partida da palestra “Da compra do terreno à inauguração da loja: otimizando prazos, eliminando atrasos e antecipando as vendas”, oferecida pela Falconi Consultores de Resultados e realizada durante a Apas Show 2017.

O painelista sobre o assunto foi Marcus Marques, gerente de projetos da Falconi, que emitiu um parecer preocupante no momento da construção de uma nova unidade. “De uma maneira geral, os varejistas não estão preparados para inaugurar uma loja no Brasil. E isso está relacionado a planejamento e o próprio gerenciamento da obra”, disse.

Planejamento

Marques explicou que o planejamento inclui três etapas, sendo que a primeira é a chamada fase de desenvolvimento imobiliário. É nesse momento que estão as chamadas causas não gerenciáveis, ou seja, existem pendências na construção da loja que fogem da alçada do varejista. “É o contato com os órgãos públicos e toda a burocracia. É algo que foge ao controle do varejista”, explica.

A fase seguinte é a pré-obra, justamente a mais crítica e que vai impactar justamente a construção da unidade – no caso, a terceira etapa. “Ela representa quase 90% das causas de atraso que estão embaixo do braço do varejista, que depende apenas dele. É nesse momento que estão os planejamentos para a obra, a compra do material de construção, a contratação de mão de obra e a própria execução de tudo isso. É aqui estão as maiores causas de atraso na obra”, disse.

A maturidade da gestão

Em um segundo momento, Marques citou um estudo, realizado entre os anos de 2010 e 2012 (auge da construção civil em São Paulo), para medir o grau de um conceito chamado Modelo de Maturidade de Gerenciamento de Projetos.

A metodologia posiciona empresas em cinco níveis, sendo as empresas brasileiras estariam entre o 2 e o 3. “Estima-se que empresas no nível 3 tenham um aumento de 20% no tempo previsto para a conclusão da loja. Ou seja, se eu entendo que são 100 dias, a conclusão somente vai ocorrer após 120 dias”, diz.

Custos

Isso tudo, claro, impacta em custos. No modelo exibido por Marques, o custo inicial de um atacarejo no valor de R$ 5 milhões poderia chegar a R$ 11 milhões por uma série de motivos, mas principalmente porque a unidade não está gerando a receita dentro do prazo previsto inicialmente. “É por isso que o varejo precisa se preocupar com uma gestão de projetos, com indicadores e qualificações corretas. Isso gera eficiência”, conclui.

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